sábado, 25 de fevereiro de 2012

Lua, Mãe Lua!


Eu gosto de esperar o Plenilúnio para olhar a Lua Cheia.
Quando olho para o céu, aquele “halo” colorido se forma em volta dela! Sempre. Dizem que este círculo só se forma quando uma bruxa está olhando.
Não me interessa se é verdade. São tantas as coisas do mundo que são tidas como “verdadeiras” e tanto no mundo físico, como extra físico, “Verdade”, é muito relativa!

É um fato: ela, o símbolo da Senhora dos Antigos, sempre esteve lá para nós. De sua posição privilegiada, observa todas as proezas, dos tresloucados seres humanos!

Acompanhou os nômades, nossos ancestrais ciganos, as tribos, a formação das aldeias próximas a terras cultiváveis, que se transformaram em vilas, depois em cidades, que formaram uma “organização” chamada sociedade; turva, ambígua, tendenciosa, mutável, desgovernada, ou pior, governada por loucos, desconectados dos valores primordiais, essenciais.

Gosto de simplesmente olhar a Lua...não só por que ela é um excelente elemento de “conexão”...A imagem, o brilho deste astro prateado no céu, mexe profundamente com minha alma...Ela é um símbolo acessível a todos aqueles que fazem questão de se lembrar que nossa vida aqui, não se resume a levantar todo dia cedo e pegar o trânsito para o trabalho, encarar aquela chata superficial da mesa ao lado, o garanhão do corredor, o cartão para pagar no final do mês e o aviso da geladeira que diz que o açúcar acabou, ou a agenda da facul avisando sobre os trabalhos e provas deste semestre.

Olhar a lua cheia e conversar com ela, me faz conectar com o mundo invisível das minhas emoções e sou capaz de descobrir que a Deusa que ela representa, está dentro de mim e então fica fácil senti-la, pulsando junto com o meu coração, ouvir a Sua amorosa voz que invariavelmente, me diz que tudo tem sua hora e para eu ficar tranqüila,  por que tudo está bem no meu mundo.

Você já observou o céu hoje?

Autora: Edna Molina